26 de junho de 2009

Série Tantra....18

PECADOS TANTRICOS

Ciúme

O ciúme nada mais é do que a soberba ignorância dos princípios de espaço vital e, na mesma proporção, constitui uma grosseiríssima falta de educação para com o parceiro, bem como para com todos quantos sejam vitimados por presenciar a cena, ainda que ela seja apenas uma cara feia. Isso, sem falar nos amigos ou amigas que acabam envolvidos na ridícula ceninha de novela mexicana.

Se você quer azedar seu relacionamento afetivo, a receita é infalível. Seja ciumento(a). Ou o relacionamento deteriora e vai cada um para o seu lado, ou acabarão sendo protagonistas das manchetes policiais.

Ciúme é uma truculência psicológica sem desculpa.

Se sua mulher é ciumenta, meus pêsames. Se seu marido é ciumento, considere nossa amizade rompida. Se você é ciumento(a), vá fazer uma psicoterapia, que ninguém tem culpa das suas inseguranças psicológicas.


Possessividade


Muita gente pensa que é tântrico só porque, teoricamente, aprecia o discurso do Tantra. É preciso tomar cuidado com isso, pois há tantas variáveis culturais e biológicas em conflito no nosso psiquismo que podem interferir no comportamento de maneira imprevisível e incontrolável. Conscientemente você quer ser uma pessoa mais desreprimida, desapegada, tolerante para com o parceiro ou parceira, porém, inconscientemente segue reagindo como os educadores ultra-moralistas nos condicionaram desde a mais tenra infância.

Passei por episódios em minha própria vida, e presenciei na dos meus amigos, em que pessoas maravilhosas tropeçaram em seus antigos paradigmas sobre possessividade. Assim, ao invés de tornarem-se mais livres e felizes por aproximarem-se do Tantra, experimentaram conflitos em seus relacionamentos afetivos.

Acontece que o Tantra não é algo a que alguém possa se converter. Ou você é tântrico, ou não é. Se não for, não peça iniciação. Caso contrário iludir-se-á durante algum tempo e, na hora em que uma circunstância não usual se apresentar, deflagrará um quadro neurótico.

Para não citarmos casos recentes, a fim de que ninguém vista a carapuça, vou relatar um caso que ocorreu em 1972, na cidade de Uberaba. Um casal começou a ler sobre o tema, gostou e partiu para uma tentativa de casamento tântrico. Eram duas pessoas inteligentes, educadas, sensíveis e jovens (o que é importante), mas não conseguiram transportar o ideal lindíssimo da teoria para a vida real. Iludiram-se durante algum tempo pensando que eram tântricos da gema e, quando menos esperavam, a vida pôs-lhes à prova. A partir da tentativa de eliminar a possessividade, tudo o que conseguiram foi a deflagração de uma violenta crise de ciúme e ocorreu uma ruptura.

Por outro lado, sou testemunha de vários casamentos que estavam irremediavelmente deteriorados, para os quais não havia mais esperanças de recuperação, e que foram salvos pela introdução do Tantra. Tornaram-se "pessoas felizes para sempre" e eternamente gratas ao Tantra.

Conclusão: não se violente. Se você já nasceu tântrico, travar contacto com outras pessoas que compartilhem o mesmo ideal será o céu na terra e lhe proporcionará liberdade, saúde, felicidade e autoconhecimento. Mas se não nasceu já identificado, assuma-se como um bom brahmachárya ou corra o risco de desajustar-se e perder o prumo.

Isso não tem nada a ver com as diferentes opiniões ou distintos graus de liberdade que cada pessoa pode manifestar sendo, no entanto, cem por cento tântrica. Noutras palavras, você pode ser tântrico e defender uma posição ou mais ou menos moralista, conforme a educação que teve. Isso é questão de foro íntimo.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Gostou do que leu?? Não??

dá um pitaco ae. e depois eu prometo q te mando ir à merda