29 de junho de 2009

Série Tantra....19

Os vários níveis da relação sexual

Para o Tantra, a relação sexual não é apenas um contato genital. Há vários níveis, alguns tão discretos que podem ser praticados em qualquer lugar sem agredir os costumes vigentes. Esses níveis variam de uma escola tântrica para outra como, aliás, é comum ocorrer com quase todos os conceitos. Num panorama cultural tão vasto e antigo é compreensível que haja muitas vertentes defendendo nuances diferentes e, às vezes, divergentes.


O primeiro nível de relação sexual é mental


Quando uma pessoa deseja outra e visualiza um ato de amor com ela, já começa a desencadear forças que têm valor tântrico. Como tudo o que ocorre no plano objetivo é uma cristalização do que foi anteriormente plasmado no plano subjetivo, o fato de você mentalizar uma aproximação com alguém, tenderá a tornar esse desejo uma realidade.

Não obstante essa prática contribuir para a realização do que foi visualizado, jamais poderá atuar contra a vontade de quem quer que seja. Se sua mentalização encontra um campo favorável, ou até mesmo neutro, realizar-se-á. No entanto, se a outra pessoa não o quer, há leis naturais que impedem a violentação da liberdade.


O segundo nível de contato sexual é o olhar


O olhar tem um poder extraordinário de estabelecer ligação profunda entre as pessoas, de gerar amor e de desencadear excitação sexual. É um recurso que, em público, em menos de um segundo, sem que ninguém em torno perceba nada, pode estabelecer vínculos definitivos entre duas pessoas.

Durante um simples beijo ou durante um contato sexual de último grau, o uso do olhar pode superdimensionar as sensações, amplificando-as dezenas de vezes. As pessoas que beijam ou fazem amor de olhos fechados estão perdendo um upgrade precioso, capaz de lhe abrir canais jamais experimentados de envolvimento e de prazer.

Um iniciado tântrico, que tenha desenvolvido o siddhi do olhar, pode produzir excitação sexual numa pessoa sem tocá-la, sem lhe dirigir a palavra, simplesmente penetrando a pessoa com o olhar. Conhecem-se muitos casos de orgasmo desencadeado somente com o efeito olho-no-olho durante algum tempo. Nisso se baseia o exercício tântrico denominado drishti, em que os parceiros não precisam se tocar para produzir eclosões energéticas inimagináveis.

É importante frisar que neste como nos demais níveis, o catalisador é a reciprocidade. Portanto, os efeitos acima só ocorrem quando as duas pessoas manifestam o fator intenção. Somente havendo intenção de ambas as partes, o fenômeno tem lugar. Assim sendo, se alguém com o olhar lhe desencadear excitação, nem cogite em acusá-lo de invasão de privacidade, de manipulação mental, ou de hipnose. Nada de hipocrisia! Se mexeu com seus hormônios, com a sua respiração, com seus batimentos cardíacos, terá sido por você haver-lhe proporcionado um catalisador: a sua reciprocidade.


O terceiro nível de contato sexual é dirigir a palavra


Falar, olhar ou tocar, podem ser manifestados em modulações que vão desde a assexuada até aquelas que deflagram a chama do desejo ou que podem inibir e desligar qualquer estímulo.

O tom da voz, o assunto e o vocabulário escolhido podem produzir efeitos incalculáveis. Durante um contato sexual a palavra é fundamental.

Muita gente se relaciona em silêncio por uma questão de repressão. Se você não permanece calado quando priva com alguém, seja para um jantar ou para um passeio, não lhe parece estranho que justamente quando está no momento mais íntimo e mais amoroso queira ficar de olhos fechados e sem falar, como se não se permitisse ver o que está fazendo, nem falar sobre?

Uma palavra de amor pode detonar instantaneamente o explosivo da sexualidade. Um diálogo picante pode projetar os amantes aos píncaros da excitabilidade. Falar sobre suas fantasias pode hipervalorizar sua cumplicidade e mover os setores mais subconscientes do casal, onde se localiza a liberação dos instintos.


O quarto nível de relação sexual é o toque


O toque pode ser estimulante ou desestimulante. Pode ser carinhoso ou grosseiro. Pode ser, mais simplesmente, um toque neutro. Quase sempre, as pessoas tocam seus parceiros sexuais de maneira inadequada. Não se detêm em considerar que nesse momento especial estão com o poder de transformar a vida de um outro ser humano e a sua própria, dependendo de como olhem, como modulem a voz, o que digam, como toquem.

O toque é uma arte que precisa ser desenvolvida. Nenhum exercício é mais eficiente que a decisão de estar atento a cada toque que aplique daqui para a frente em seu parceiro, em seu amigo, em seu cãozinho, em uma flor, em um objeto inanimado. Tocar é sagrado. É o momento em que os campos elétricos do seu corpo se conectam com os de um outro corpo. Ocorrem trocas energéticas que sempre influenciam a saúde, o equilíbrio, a felicidade, o karma.


O quinto nível de relação sexual é o beijo


Beijar já é fazer amor. Tocar com seus lábios suavemente os lábios de alguém, permitir que suas texturas, temperaturas, perfumes sejam compartilhados e usufruídos, constitui uma oferenda e uma concessão que você proporciona a um número muito limitado de privilegiados.

A mucosa da boca é muito semelhante à mucosa dos órgãos genitais. Os condimentos que excitam a boca excitam a sexualidade. Quase todos os adultos ao se beijarem ficam sexualmente estimulados: homens têm ereção, mulheres ficam úmidas.

Conscientize isso e concentre-se melhor no que está fazendo, mesmo quando tratar-se de um beijinho de cumprimento de chegada ou de despedida. Olhe nos olhos, inspire para sentir o perfume do alento, detenha-se mais um instante a compartir esse fugaz momento de enlevo. Especialmente, se tratar-se de um amigo ou amiga com quem você não tem maiores intimidades. Essa vivência pode ser mais estimulante do que travar toda uma relação sexual de último grau. Há pessoas que conseguem nos marcar para o resto da vida com apenas um toque nos lábios. Quantas pessoas cativaram para sempre um parceiro ou parceira apenas com um beijo! Quantos amigos temos que ficam aguardando ansiosos o dia de nos reencontrarem, apenas para experimentar esse instante de proximidade permissível...

Você já imaginou cometer uma relação sexual sem beijo? Essa heresia impensável ocorre mais do que se possa imaginar. Homens que aprenderam a copular com profissionais não sabem beijar no ato sexual. Mulheres que aprenderam com esses homens fazem o mesmo. Que lástima! O ser humano é o único animal que copula beijando-se. É uma característica de evolução. Apesar disso, muita gente enfia a cabeça no travesseiro e como que ignora a presença do outro. Trata-se da mesma síndrome que induz a fechar os olhos para não ver o que está acontecendo, ou permanecer em silêncio no ato de amor por vergonha ou repressão. Tais pessoas parecem estar dizendo: "faça logo o que você tem a fazer mas não me olhe nem me dirija a palavra."

Não é qualquer beijo que produz as mais sublimes sensações. Experimente beijar com mais suavidade. Explore mais os lábios. Pesquise a temperatura do cantinho da boca. Deslize seus lábios sobre os do parceiro ou parceira. Alterne a pressão durante um mesmo beijo. Toque carinhosamente a pontinha da língua no lábio inferior do parceiro. Exerça uma carinhosa sucção. No Tantra Branco, trata-se do parceiro com muito amor, suavidade e carinho. Mas, acima de tudo, sinta profundamente e deixe que seu Shakta ou sua Shaktí perceba o quão profundamente isso está mexendo com você. Explore o poder catalisador da reciprocidade.


O sexto nível de relação sexual é a carícia corporal


Cada pessoa sente mais prazer em determinadas áreas e com diferentes formas de toque ou de pressão. Informe seu parceiro para que ele não tenha que adivinhar. Informar não significa forçosamente falar. Você pode informar com uma respiração mais profunda, um sorriso ou um gemido de prazer cada vez que o outro acertar. Mas se demorar para encontrar a sua forma ideal de carícia, segure-o e conduza com o toque a fim de que entenda o que você deseja. Se ainda assim o parceiro não aprende, fale com ele e diga-lhe como é que você gosta. O que não pode é ficar como um objeto, meramente à mercê dos acontecimentos.

As preferências são tão variáveis que não se poderia traçar aqui um roteiro preciso que servisse para todos. Contudo, há alguns procedimentos que são mais ou menos universais. Por exemplo, o cuidado para não causar dor mediante uma carícia que, em princípio, deveria proporcionar prazer.

As mulheres geralmente machucam, sem querer, os testículos e a glande do parceiro. Os homens geralmente machucam o clitóris e os mamilos da parceira. Portanto, a regra é a carícia delicada. Se o parceiro ou parceira prefere um toque forte, cabe ao interessado pedir mais força. É melhor do que um constrangedor "ai!".

Se a mulher gosta de uma ereção gloriosa não deve pressionar a glande, pois isso bombeia o sangue para fora do pênis. Para intensificar a rigidez do órgão masculino um dos recursos mais eficientes consiste em apertar a base do pênis e puxar o sangue para a ponta, "como ao tirar leite da vaca", segundo textos antigos que se valiam de comparações com o cotidiano do povo de então.


O sétimo nível de relação sexual é o coito


O contato sexual tântrico não deve ser realizado com pressa. Se não há tempo, deixe para uma ocasião mais apropriada. Não tenha por objetivo o orgasmo e sim o prolongamento do prazer por algumas horas.

A iniciação tântrica não pode ser transmitida por livros, portanto, aqui vão apenas algumas normas gerais. Se tiver oportunidade, participe do Curso de Tantra que tem uma etapa teórica, para aquisição de cultura específica, e outra etapa prática para aprendizado das técnicas.

Enquanto não receber a iniciação procure simplesmente conter o orgasmo, tanto o homem quanto a mulher. Vá com calma. Aumente o tempo bem gradualmente. Seja extremamente comedido nas primeiras vezes, ou a Natureza vai lhe mostrar no dia seguinte que a evolução não dá saltos.

Tome um banho antes da sua prática de maithuna, friccionando os chakras, utilizando uma gota de Carezza sobre o swaddhisthana, uma sobre o anáhata e outra sobre o ájña chakra. Quando friccionar este último, tome cuidado para não deixar a essência escorrer para os olhos. Também não vá esfolar sua pele!

A tradição milenar do Tantra Branco, à qual pertence nossa estirpe de Swásthya Yôga, recomenda a depilação pubiana da mulher. Se a praticante ou o seu parceiro não se sentir à vontade, a depilação pode ser parcial, reduzindo a área e o comprimento dos pelos. Lembre-se de que tudo é uma questão cultural, o que equivale a dizer, de hábito. Haveria coisa mais incômoda e anti-natural que um homem depilar seu rosto todos os dias? Não obstante, a maioria assim o faz, conquanto prefira o verbo "barbear"...

Ao iniciar seu exercício, acenda uma vareta de incenso legítimo e coloque-a a uma certa distância, pois a fumaça não deve ser aspirada. Sente-se frente a frente com o seu parceiro. Pratique drishti, o exercício olho-no-olho. Inicialmente, faça-o sem piscar. Algumas percepções visuais poderão ocorrer. Não se assuste. Se surgirem imagens luminosas poderão ser emanações de prána do rosto do consorte. Se ocorrer alguma forma de modificação da fisionomia pode tratar-se de percepção de vivências pretéritas ou do registro de algum Mestre ou Mestra no inconsciente coletivo.

Durante a prática do drishti, inicie a experiência do tato. Primeiramente, das mãos do parceiro, depois do rosto, cabelos, peito, ventre. Essa etapa preliminar pode durar o tempo que o casal achar por bem. Quanto mais prolongada, melhor. Pressa, jamais.

A esta altura, se desejar trabalhar mais profundamente, pode executar os pránáyámas tântricos Shaktí-Shákta e tantrika pránáyáma.

Quando surgir o impulso natural para a comunhão dos corpos, o par pode escolher qualquer posição sentada ou deitada, desde que a mulher fique por cima. No transcorrer da relação, essa posição pode mudar, mas deve prevalecer a alternativa da mulher por cima.

A explicação filosófica dessa preferência é a de que a companheira tântrica representa a Shaktí, a deusa que constitui a energia de Shiva. Ele, o Shákta, adorador da Shaktí, fica por baixo. Na verdade, essa alegoria esconde uma razão de ordem prática: é que a mulher por cima torna-se mais liberada e participante. Não é possuída, mas possui. E como comanda os movimentos pode buscar um melhor coeficiente de atrito nas zonas em que tiver mais sensibilidade.

Devem-se evitar movimentos rápidos e atitudes grosseiras. O amor tântrico precisa ser uma obra de arte, de poesia e estética. Muito carinho é a lei.


"Où l'amour sera roi
Où l'amour sera loi
Et tu seras reine."
Ne me quittes pas, de Jacques Brel.


Para auxiliar a contenção orgástica o Yôga Tântrico dispõe de um vasto arsenal que inclui bandhas, pránáyámas, mantras e mentalizações. Para auxiliar a transmutação da energia sexual e sua canalização em prol do trabalho, estudos, arte, esportes ou para o desenvolvimento interior com o despertamento da kundaliní e ativação dos chakras, há ásanas e mudrás especiais que você aprenderá mais tarde.

Terminando essa linda experiência, os parceiros devem praticar meditação frente a frente e, depois, outro banho.
Esse exercício aumenta muito a potência sexual do homem e a libido da mulher. Os dois devem estar alertados para saber lidar com isso.

Para praticar o maithuna é condição fundamental que o praticante não fume, não beba álcool, nem sequer socialmente, não tome drogas, não coma carnes, nem mesmo as brancas. Se o parceiro é o cônjuge e não pratica Swásthya Yôga, não se furte às relações conjugais nem crie problemas para o seu matrimônio com o pretexto de seguir estas recomendações. Dos males, o menor.

Por outro lado, tratando-se de pessoa solteira ou descasada, eleja muito bem o parceiro. Relacione-se com alguém que seja praticante identificado com a nossa egrégora e que esteja num nível de purificação e evolução semelhante ao seu próprio, ou então, mais elevado, pois isso poderá ajudá-lo. Comungar com pessoas que se encontrem em nível menos evoluído, retarda o seu progresso e anula muitos dos seus esforços.

28 de junho de 2009

eterna busca

Temos q aprender a nos contentar..

sempre estamos em busca de alguma coisa.. e qd conseguimos.. buscamos outra..

isso no meu caso se resume a TUDO.
qd pequeno eu queria ser um otimo goleiro.. ganhei 3 estaduais .. fui chamado pra jogar em clube maneiro.. e parei de jogar
queria uma namorada.. namorei e terminei logo depois
queria fazer escola tecnica...passei e .. abandonei o tecnico
queria passar pra uma otima faculdade. e particularmente dessa eu me orgulho.. pasei pra Fisica na UERJ.. mas pronto passei.. e agora quero outra coisa..
hoje em dia.. eu tenho direcionado essas vontades pra coisas realmente sem significado.. isso me traz problemas..
niguem pode ser feliz com objetivos tão imbecis. mas são os q não me incomodo realmente de abandonar;;

eu juro por tudo.. uma coisa q eu quero ter vontade de verdade de estudar.. nunca tive esse costume.. e não consigo me concentrar nisso..sem estudar eu não passo nas materias.
qq eu faço durante meus dias todos q não estudo? nada.. é uma vidinha vazia..

eu comecei o post ra falar meio q filosoficamente mas acabei ilustrando minha vida e minhas frustrações..

o fato é, voltando ao filosofico, que nunca estamos satisfeitos..
seria otimo se ao conquistarmos algo, buscassemos uma complementçõ.. mas não é o meu caso..

já dizia Tomas Edson: a Grama do vizinho é mais verde
as coisas são muito legais de ver.. mas qd vc consegue se incluir no meio, perde totalmente a graça.

Comentari leve.: Eu realmente me decepciono com esse blog. quem o lê acha q eu sou alguem que eu não sou.. exemplo.. minhas series. serie sobre conquista, serie sobre sexo tantrico. mas eu não sou um bom conquistador.. tá na cama eu sou bom. mas não é tão frequente q parece ao ler os posts

voltando. ah, deixa pra lá

26 de junho de 2009

Série Tantra....18

PECADOS TANTRICOS

Ciúme

O ciúme nada mais é do que a soberba ignorância dos princípios de espaço vital e, na mesma proporção, constitui uma grosseiríssima falta de educação para com o parceiro, bem como para com todos quantos sejam vitimados por presenciar a cena, ainda que ela seja apenas uma cara feia. Isso, sem falar nos amigos ou amigas que acabam envolvidos na ridícula ceninha de novela mexicana.

Se você quer azedar seu relacionamento afetivo, a receita é infalível. Seja ciumento(a). Ou o relacionamento deteriora e vai cada um para o seu lado, ou acabarão sendo protagonistas das manchetes policiais.

Ciúme é uma truculência psicológica sem desculpa.

Se sua mulher é ciumenta, meus pêsames. Se seu marido é ciumento, considere nossa amizade rompida. Se você é ciumento(a), vá fazer uma psicoterapia, que ninguém tem culpa das suas inseguranças psicológicas.


Possessividade


Muita gente pensa que é tântrico só porque, teoricamente, aprecia o discurso do Tantra. É preciso tomar cuidado com isso, pois há tantas variáveis culturais e biológicas em conflito no nosso psiquismo que podem interferir no comportamento de maneira imprevisível e incontrolável. Conscientemente você quer ser uma pessoa mais desreprimida, desapegada, tolerante para com o parceiro ou parceira, porém, inconscientemente segue reagindo como os educadores ultra-moralistas nos condicionaram desde a mais tenra infância.

Passei por episódios em minha própria vida, e presenciei na dos meus amigos, em que pessoas maravilhosas tropeçaram em seus antigos paradigmas sobre possessividade. Assim, ao invés de tornarem-se mais livres e felizes por aproximarem-se do Tantra, experimentaram conflitos em seus relacionamentos afetivos.

Acontece que o Tantra não é algo a que alguém possa se converter. Ou você é tântrico, ou não é. Se não for, não peça iniciação. Caso contrário iludir-se-á durante algum tempo e, na hora em que uma circunstância não usual se apresentar, deflagrará um quadro neurótico.

Para não citarmos casos recentes, a fim de que ninguém vista a carapuça, vou relatar um caso que ocorreu em 1972, na cidade de Uberaba. Um casal começou a ler sobre o tema, gostou e partiu para uma tentativa de casamento tântrico. Eram duas pessoas inteligentes, educadas, sensíveis e jovens (o que é importante), mas não conseguiram transportar o ideal lindíssimo da teoria para a vida real. Iludiram-se durante algum tempo pensando que eram tântricos da gema e, quando menos esperavam, a vida pôs-lhes à prova. A partir da tentativa de eliminar a possessividade, tudo o que conseguiram foi a deflagração de uma violenta crise de ciúme e ocorreu uma ruptura.

Por outro lado, sou testemunha de vários casamentos que estavam irremediavelmente deteriorados, para os quais não havia mais esperanças de recuperação, e que foram salvos pela introdução do Tantra. Tornaram-se "pessoas felizes para sempre" e eternamente gratas ao Tantra.

Conclusão: não se violente. Se você já nasceu tântrico, travar contacto com outras pessoas que compartilhem o mesmo ideal será o céu na terra e lhe proporcionará liberdade, saúde, felicidade e autoconhecimento. Mas se não nasceu já identificado, assuma-se como um bom brahmachárya ou corra o risco de desajustar-se e perder o prumo.

Isso não tem nada a ver com as diferentes opiniões ou distintos graus de liberdade que cada pessoa pode manifestar sendo, no entanto, cem por cento tântrica. Noutras palavras, você pode ser tântrico e defender uma posição ou mais ou menos moralista, conforme a educação que teve. Isso é questão de foro íntimo.

24 de junho de 2009

Série Tantra....17

O procedimento do homem tântrico


O homem tântrico é discreto, não assedia, não é inconveniente, não faz convites, não age como um predador faminto. Se ele quer que a mulher tântrica seja mais espontânea e tenha mais iniciativa para demonstrar que deseja uma aproximação, precisa dar-lhe espaço e parar de sufocá-la. Que nos desculpem aquelas que gostam de homens atrevidos. O tântrico não é assim.

Já ouvimos alguns comentários de que, para os parâmetros da educação que as mulheres receberam, o homem tântrico pode parecer desinteressado. Mas não é isso. O que aquelas mulheres sentiram foi a falta do machismo nesses homens muito especiais, com os quais elas não estavam habituadas a lidar... Acontece que a mulher é mais machista que o homem e é ela quem incentiva o machismo. Afinal, não é a mãe que educa o filho com mais liberdade do que a filha?

22 de junho de 2009

Série Tantra....16

O procedimento da mulher tântrica


A mulher tântrica é mais sensual do que as mulheres comuns, por ser menos reprimida. Permite-se usar roupas mais provocantes, olha com profundidade nos olhos dos homens e toca seus amigos com uma liberdade que a dona de casa pós-feudal não tem.

No relacionamento conjugal ela não fica esperando que o homem a procure sempre que ele quiser. Afinal, ela não é seu objeto. Tem vontade e tem desejo. Ou num determinado momento não o tem. É preciso que o companheiro possa perceber a diferença. Se ela sistematicamente não o procurar, ou procurá-lo pouco, ele jamais saberá o quanto ela o deseja.

Os homens muito freqüentemente têm a sensação de que não são desejados, pois as mulheres não manifestam seus sentimentos com a mesma expansividade que eles. Por que o homem tem que ir sempre à mulher? Num baile é o cavalheiro que vai tirar a dama para dançar. Por que a mulher não pode convidar o homem? Certa vez, numa festa, uma desconhecida convidou-me para dançar. Senti-me tão lisonjeado que a sensação de acolhimento acariciou-me o ego durante meses.

Portanto, se a mulher tântrica desejar aproximar-se de um homem, que não fique bancando a Cinderela e vá à luta. Contudo, a mesma educação, sensibilidade, delicadeza e senso de oportunidade que se exige do homem, também ela deverá exercer.