19 de maio de 2009

série Em teoria... 19


ESPONTANEIDADE

Quanta gente me pergunta: Qual é o chaveco? Qual é a fórmula da paquera? E eu nunca respondo a essa pergunta diretamente porque a resposta não é tão óbvia assim. Sempre podemos aprender algo mais sobre a arte da paquera. E uma forma de fazer isso é observar o jeito que os outros atuam na conquista. Somente "entrando na fogueira" é que você vai se aprimorar na sua própria forma de paquerar.

Outra questão que me apresentam muito é: "mas a paquera pode ser aprendida? Cada um não tem o seu jeito natural de paquerar?" Antes fosse assim. O problema é que a maior parte das pessoas está bem longe da naturalidade. Estão travadas, bloqueadas.

Então há que se fazer um trabalho para que você volte ao seu estado natural, que foi tremendamente deformado pela sua formação, pela família, pela sociedade. A espontaneidade é o estado original de nós mesmos, mas durante a vida vamos passando por situações humilhantes, inseguranças, medo do ridículo, medo de ser rejeitado, medo do desconhecido.

Isso tudo vai fazendo com que a gente se encolha. Sentimos uma coisa e manifestamos outra. Aí dá tudo errado. Uma paquera sem espontaneidade não pode dar certo. Você ensaia o que vai falar. Fica artificial.

O primeiro sinal de que uma pessoa não está à vontade é o seu corpo. Uma pessoa com excesso de autocrítica anda meio esquisita, se move de uma forma dura, estranha. O seu gestual denuncia, a todo momento, que ela não esta à vontade: os braços, as mãos, o que fazer com eles? Quando abre a boca, então, fica evidente. O movimento dos lábios é tenso. A boca entorta toda. Quem não conhece aquele sorriso típico de quem não está com nenhuma vontade de sorrir?

Alguém que está se sentindo fechado para um novo contato, cruza os braços, fecha a cara, franze a testa, mostrando seriedade. Abaixa a cabeça, não olha para frente, fica para dentro. E como é difícil chegar numa pessoa como essa! Só se for com talhadeira! São muitas as máscaras corporais que podemos adotar quando não estamos espontâneos.

Os tímidos são craques nisso. Nem sempre eles adotam a famosa postura do tímido: cabisbaixo, pés voltados para dentro, ombros erguidos, receio de olhar para a outra pessoa. Com este jeito é fácil a gente identificar o tímido. Mas nem sempre ele é tão claro. Para se defender, o tímido muitas vezes se arma com uma postura que poderia ser identificada como de uma pessoa orgulhosa. Então, para quem está querendo paquerar uma pessoa dessa vai parecer que ela é esnobe, é orgulhosa. E no fundo, sabemos que não é nada disso.

Veja só: quantas formas de estarmos afastados de nossa espontaneidade! Quantas vezes você não esteve louco para falar com alguém do seu interesse e nunca falou. Ficou frustrado por isso. Ou, quantas vezes você começou a falar e sentiu-se totalmente inconveniente nas suas palavras. Como fazer então para sair disso? Como fazer para voltar a ser uma pessoa espontânea e natural?

O trabalho nem sempre é fácil. Voltar a ser natural e espontâneo exige que você se envolva muito no processo, muitas vezes precisando até da ajuda de um profissional. Há que se rever a sua história, há que se rever as crenças a respeito de si mesmo. Além disso é preciso trabalhar o corpo, soltando-o, desinibindo-o. Neste sentido as terapias corporais, a biodança, dança de salão, massagem, podem ser bastante úteis. Acredito que só o trabalho corporal ou só o trabalho de elaboração mental são insuficientes. Há que se trabalhar todo o conjunto de uma forma integrada.

Quando me chamam de 'professor de paquera' muitos acham que eu vou dar dicas, que eu vou ensinar como se faz. Mas eu prefiro deixar claro que o meu negócio é ajudar a pessoa a se destravar, a acreditar mais nelas mesmas, a ficarem mais espertas e acordadas para a paquera. Tudo está em voltar a ser espontâneo.

18 de maio de 2009

Série Tantra....1

O que é o Tantra?


Tantra é uma filosofia comportamental de características matriarcais, sensoriais e desrepressoras. Tem origem dravídica e mais de 5.000 anos de antigüidade.

Para o mestre de Rose, o Tantra é a arte de conhecer-se a si mesmo através do outro.

O termo Tantra significa net, rede, tecido ou teia, ou a trama do tecido; regulado por uma regra geral; o encordoamento de um instrumento musical.

Tantra é o nome dos antigos textos de transmissão oral (param-pará) do período pré-clássico da Índia, portanto, de mais de 5.000 anos. Mais tarde, alguns desses textos foram escritos e tornaram-se livros ou escrituras secretas do hinduísmo. Naquela recuada época de origem do Tantra, a Índia era habitada pelos drávidas, cuja sociedade e cultura eram matriarcais, sensoriais e desrepressoras. Por isso, passaram à história como um povo tântrico, já que essa filosofia é caracterizada principalmente por aquelas três qualidades. Aliás, isso é uma noção amplamente divulgada e universalmente aceita.

O Tantra, o Sámkhya e o Yôga são três das mais antigas filosofias indianas e suas origens remontam à Índia proto-histórica, ao período dravídico. Talvez por isso essas três tenham mais afinidades entre si do que cada uma delas com qualquer outra filosofia surgida posteriormente. Este dado é de fundamental importância na milenar discussão: o Yôga mais autêntico é de tendência Sámkhya ou Vêdánta? Tantra ou Brahmacharya? O Yôga mais antigo, o original, é o mais autêntico. Sabendo que o Yôga mais antigo é de raízes Tantra e Sámkhya, podemos afirmar, bem respaldados pela documentação histórica, que a modalidade mais autêntica é o Yôga Tantra-Sámkhya ou, melhor ainda, o Dakshinacharatantrika-Niríshwarasámkhya Yôga, hoje conhecido como Swásthya Yôga.


O prazer como alavanca para a evolução interior


A proposta do Tantra é a de desencadear autoconhecimento e evolução interior a partir do prazer. É algo como ir exacerbando o prazer físico a uma tal dimensão que ele extrapole os limites físicos e transborde na forma de um orgasmo espiritual ou estado de graça.
Vários povos valeram-se destas técnicas em diversas épocas. Existe um Budismo tântrico, um Taoísmo tântrico, um Yôga tântrico e até mesmo um Cristianismo tântrico. Não confunda isso com ritos pagãos.

17 de maio de 2009

as séries.

me dá um medo d vejo um comentario sobre as series..
isso pq é só continuação do em teoria..

amanhã hein gente.. amanhã começa o tantra.. e eu pelo menos gostei de ler as fontes e pesquisas.. .. acho q essa serie vai ser boa, e bem abrangente.
aqule beijo e comentem se puderem. eu escrve muito pra mim mesmo qse sempre.. mas é bom saber q alguem me lê

Morte, o segredo da vida..

Eu sei que determinada rua que eu já passei ,não tornará a ouvir o som dos meus passos.
Tem uma revista que eu guardo há muitos anos,e que nunca mais eu vou abrir.
Cada vez que eu me despeço de uma pessoa ,pode ser que essa pessoa esteja me vendo pela última vez.
A morte, surda, caminha ao meu lado e eu não sei em que esquina ela vai me beijar .

Com que rosto ela virá?

Será que ela vai deixar eu acabar o que eu tenho que fazer?
Ou será que ela vai me pegar no meio do copo de uísque?
Na música que eu deixei para compor amanhã?
Será que ela vai esperar eu apagar o cigarro no cinzeiro?
Virá antes de eu encontrar a mulher, a mulher que me foi destinada,e que está em algum lugar me esperando .
Embora eu ainda não a conheça?

Vou te encontrar vestida de cetim,
pois em qualquer lugar esperas só por mim , e no teu beijo provar o gosto estranho que eu quero e não desejo,mas tenho que encontrar .
Vem !!! mas demore a chegar.
Eu te detesto e amo morte, morte, morte ...
Que talvez seja o segredo desta vida..
Morte, morte, morte que talvez seja o segredo desta vida..

Qual será a forma da minha morte?
Uma das tantas coisas que eu não escolhi na vida.
Existem tantas... Um acidente de carro, o coração que se recusa a bater no próximo minuto,a anestesia mal aplicada,a vida mal vivida, a ferida mal curada, a dor já envelhecida ,o câncer já espalhado e ainda escondido, ou até, quem sabe um escorregão idiota, num dia de sol, a cabeça no meio-fio...

Oh morte, tu que és tão forte,
Que matas o gato, o rato e o homem.
Vista-se com a tua mais bela roupa quando vieres me buscar.
Que meu corpo seja cremado e que minhas cinzas alimentem a erva ,e que a erva alimente outro homem como eu .
Porque eu continuarei neste homem,
nos meus filhos, na palavra rude
que eu disse para alguém que não gostava ,e até no uísque que eu não terminei de beber aquela noite...

Vou te encontrar vestida de cetim,
Pois em qualquer lugar esperas só por mim e no teu beijo provar o gosto estranho que eu quero e não desejo,mas tenho que encontrar
Vem, mas demore a chegar.
Eu te detesto e amo morte, morte, morte !!!
Que talvez seja o segredo desta vida
Morte, morte, morte que talvez seja o segredo desta vida!!!

16 de maio de 2009

série Em teoria... 18

A paquera passo a passo

O antropólogo David Givens e o biólogo Timothy Perper, após centenas de horas observando o comportamento de pessoas, encontraram um mesmo padrão no flerte, elaborando cinco estágios básicos:

1. Chamar a atenção

O primeiro passo consiste em estabelecer o território, escolhendo um lugar para sentar ou se encostar, e então começar a chamar a atenção para si.

Para isso os homens costumam erguer os ombros e esticar o corpo. Utilizam gestos bem exagerados, como mexer um drink com o braço todo, acender um cigarro de forma bem movimentada, etc. Homens mais velhos costumam mostrar jóias, roupas e qualquer outro objeto que mostrem sua posição social, ostentando poder.

As mulheres sorriem e também se movimentam bastante, mudando de lugar. Para serem notadas, utilizam movimentos tipicamente femininos, como ajeitar o cabelo, umedecer o lábio superior, empinar as costas, balançar os quadris, etc.


2. Reconhecimento

Este estágio é muito curto. Ocorre quando os olhares se cruzam e basta um sorriso de uma das partes para que o jogo esteja aceito. E assim os dois se aproximam.


3. Conversa

Sem dúvida é o estágio mais arriscado do flerte. Em uma conversa, revelamos nossas intenções, nossa personalidade e nossa cultura. A voz fica mais alta, suave e musical. Para atrair a pessoa, muitas das vezes a forma como se fala é mais importante do que o que se fala. O tom da voz tem muita importância, podendo agradar ou repelir a pessoa em apenas uma frase.


4. Contato físico

Este estágio começa com atitudes de intenção, como a aproximação dos pés e braços. Chega-se então ao toque propriamente dito, onde um coloca a mão numa parte do corpo do outro, fazendo carícias. Normalmente é a mulher que dá esse passo. O tato é considerado o sentido-mestre, e a retribuição de um toque já é a aceitação um contato corporal maior.


5. Sintonia corporal

Se o casal continuar a conversar e se tocar, se aproximando cada vez mais, alcançam este último estágio. Os corpos começam a se mover em um só movimento. Os ombros se aproximam e os corpos ficam de frente um para o outro. Os movimentos daí em diante passam a ser idênticos. Enquanto um passa a mão no cabelo, o outro também o faz, e assim por diante. Normalmente o casal que atinge este estágio costuma sair junto do bar.

Perper observou que 2/3 dos encontros tiveram como iniciativa atitude das mulheres. Esse fato é comprovado por uma pesquisa de 1950, que diz que as mulheres são as que realmente tomam a iniciativa nos convites sexuais. No mundo animal, tal característica é facilmente observada em várias espécies. Portanto, procurar o sexo seria característica genética das fêmeas.