31 de julho de 2008

Um dia abaixo da média, por Juan Munhoz

Putz! Era risível. Não tinha conseguido fazer nada o dia todo. Nem pensar. Eram umas duas ou três horas e não fazia nada útil. Não conseguia escrever, falar ou andar. Nem ler. Quando me concentrava numa coisa, por cinco minutos que fossem, logo me distraía e era foda se concentrar de novo. Nada do que tentava fazer era produtivo.

Arrumei-me da pior maneira possível e fui à rua comprar umas cervejas e talvez alguns cigarros. Sabia que aquele dia ia ser uma merda.

Ajeitei a coleira no cachorro. Um boxer grande de pêlo castanho e com aquela boca torta e babada. Se bem que todos os cães babam demais. Mas aquele era fenomenal. Aquilo sabia babar, e babava bem, até bem demais. Coleira em punho com alguns trocados. Saí.

Desci a rua com aquele mesmo pensamento. Nada de hoje seria bom. Enquanto observava o cão cagar no meio da rua (mas bem no meio mesmo) pensava em outras coisas que pudessem me remeter pruma idéia construtiva. Nem quis saber de pegar aquela, literalmente, merda pastosa do chão, deixei ela ali pra que alguém delicie seu sapato naquilo. Oh meu Deus!

Logo que virei a esquina veio aquela negra deliciosa. Com todas as carnes no lugar e aquele rabo maravilhoso que ela abanava de lá pra cá. De cá para lá. Aquela bunda era hipnotizadora. Meu deus como ela abanava. Devia abanar mais por saber que eu estava ali. Vai e volta. O movimento era mágico. Reduzi a velocidade e deixei que ela passasse a minha frente para que pudesse examinar aquela bunda de um ângulo melhor. Era difícil fazer isso já que o cachorro, “bom” animal que era, sempre queria correr feito um louco. Sempre forçava a coleira. Dei uns tratos no animal. Uma bela repreensão não faria mal a ninguém!

Nossa! Como o dia tinha melhorado um pouco. A negra a rebolar e eu a andar atrás daquilo me deliciando. Que bundão. Ou eu ou ela! Melhor, dela! Vinha curtindo aquele rabo até virar a esquina. Foram bons momentos de felicidade! Que felicidade. No final da rua tomamos sentidos opostos. Que rabo maravilhoso. Sabia que poderia contar com essa memória o resto do dia! Aham, com certeza!

Pronto era só falar, aquele dia seria uma merda mesmo. Assim que virei na outra esquina passara por um grupo de boiolas. Não que tivesse problema com isso. Pra mim quanto mais boiola melhor, sobrava mais mulher. O único problema era que aqueles eram demais. Caralho, o que eles viram em mim? Pensei, estava todo desarrumado, com a blusa suja, com um cão babão, com a calça rasgada, puta merda, totalmente moribundo e aquelas bibas a chamar-me. Puta merda! Devem ter pensado que por estar todo sujo e desarrumado seria um verdadeiro macho! E tanto. Um verdadeiro exemplar de macho! Um macho! Sabia que havia algo de errado! Não que num fosse, né? “Amoôr”, “fiu-fiu”, “ei lindão”. Puta mera que ódio! Era puro ódio! Nessas horas tinha que ter um Rottweiler raivoso, com aquela boca cheia de dentes enormes e fortes para estraçalhá-los. Poria todas aquelas mocinhas pra correr. Correr como nunca. Como loucas!

Após alguns segundos. Tensos segundos, que mais pareceram minutos, aquela “cantoria” de bibas ensandecidas cessou. Cessou mais pela distância. Garanto que ficaram ali me chamando pra qualquer coisa que não prestasse! E por horas!

Continuei o meu caminho. Longo e penoso caminho até um bar. Ou mercado.

Aquela porra de cachorro parava a todo instante pra marcar território. Merda, me atrasando com meu encontro com a cerveja. Filho da puta!

Seguindo pela rua passo por uma casa pequena lotada de Dachshunds. Uns três. É, uns três mesmo. Dachshund é aquela raça que todos erroneamente chamam de Basset Hound. É um Basset menor. Famoso cachorro lingüiça ou salsicha. “Humm”, que fome. Cachorro quente! Cães ridículos. Só existem porque a gente criou. “Cê” acha mesmo que a natureza iria criar uma coisa estúpida daquelas? Faça-me o favor!

Aqueles merdinhas eram loucos. Não sei quem eram os mais ensandecidos. Se eram as bibas ou aquelas miniaturas. Assim que viram o meu cão começaram um espetáculo. Era impressionante como saltavam, mais ou menos, um metro ou um metro e meio ou algo assim! Caralho, era lindo. Como saltavam! Fiquei alguns minutos contemplando aquilo. Ria sem parar. Somente dois saltavam e o mais perfeito era que saltavam alternadamente, um do lado do outro. Como pingue-pongue. Dado momento um saltou e o que sobrava atrás se meteu debaixo dele. Assim que o que estava em cima desceu em cima do que estava em baixo, começou o estresse. Mordiam furiosamente. Foi maravilhoso. Mordidas de graça! Mordidas pra dar e vender!

Senti minha deixa e continuei vagando. Deixei-os ali como bons cães que eram!

Após alguns minutos de desvario achei algum lugar para comprar minha cerveja. Finalmente minha cerveja. Minha preciosa bebida, meu precioso elixir! Comprei uma caixa e abri uma ali mesmo e seguiu o caminho de volta. Penoso caminho.

Passando novamente pelas salsichas vi que não estavam mais ali. Onde se meteram? Deveria haver mais um espetáculo. Assobiei incessantemente, embora sem sucesso. Deviam ter ido dormir ou os donos os puseram pra dentro. Que coisa chata, não haveria um segundo tempo.

À minha frente havia um velho. Bem velho e com o andar lento e doentio. Coroa gente boa. Imaginei como poderia ser tão velho e não fazer nada pra ninguém. Deveria ser bom desde que houvesse mulheres, álcool, cigarros e mulheres.

No prédio ao lado um porteiro não parava de instigar o coroa. “Vasco, Vasco, Vasco!”. Ele repetia sem dó nem piedade aos ouvidos do velho. “Vasco, Vasco, VASCOOOOOOOO!” Puta merda! Cala a boca caralho! “Coe VASCAÍNO! VASCÃO!” Vasco de cu é rola! De repente, o velho se aproxima do porteiro e, lhe entrega um papel com os números do jogo do bicho e ao tempo que passo ao lado do coroa esse se dirige a mim e diz: “AI MEU SACO. TÁ DOENDO!” Puta merda, será que ficaria assim também? Deveria ser bom. Falar o que quiser sem me preocupar com a reação!

O dia continuava num tom meio merda, mas mesmo assim seguia em frente com as cervejas debaixo do braço que me animariam!

Ao cruzar a esquina, já no retorno para a casa, avisto um outro animal do lado oposto da rua. Ele entra em frenesi e atravessa a rua sem nem olhar pros lados, ensandecido e louco de raiva por algum motivo maluco. Sei lá. Sabe como esses bichos são. Basta ver um do outro lado da rua que esses troços se jogam numa caçada infernal maluca! Mas como eu ia dizendo, ele atravessa rua assim que vê o meu cachorro. Quando está próximo do meu cão, a ponto de abocanhá-lo ou algo assim, eu me ponho entre os dois e com um tom ameaçador desafio o vira-lata. Todos na rua me olham com cara de susto e outros riem da situação! Cá estou novamente no meio da rua com cara de idiota, é sempre assim, já estou acostumado! Finalmente, após algum esforço de ambas as partes, o cachorro maldito desiste! Uma gorda, muito gorda e feia, com seus saudáveis cento e poucos quilos e feições brutas, que observava a situação assim que vê tudo acabado se aproxima de mim, deposita sua mãozinha gorda sobre o meu obro e dá uma esfregadinha. É ele que te leva pra passear né, amor? Porra olha o ódio de novo. Aquele cabelo loiro pintado, ridículo, risível dela, me chamava atenção. Puta merda que situação escrota! Dou um sorrisinho e respondo um “é” curto e grosso.

Puta merda! Será que ia dar tudo certo e errado e vice-versa e não necessariamente nessa ordem? O que regia meu dia? Tinha até medo de pisar. Sei lá, vai que o chão se abre e sai um velho de bracinhos curtos, muito gordo e boiola tentando me estuprar? Com um bundão, falou!

Sigo meu caminho de volta pra casa.

Dessa vez já não havia nem velho, nem gorda, nem cães nem boiolas. Tudo voltava ao normal. Ao meu normal! Normal pruma cidade grande com um bairro grande, com algumas pessoas!

Finalmente chego à minha rua. Ah, como era bom estar quase em casa! Após alguns passos lentos minhas expectativas se confirmam! Merda, merda, merda. Era pura merda. A mesma que eu havia deixado antes. A sola do chinelo parecia um mar de bosta! Aquele troço marrom escorria pela borda do chinelo e tocava a sola do meu pé direito. Era escorregadio e não estava mais quente (pelo menos isso). O cheiro me seguia por onde quer que eu fosse. Que merda. Que linda merda. Que maldade do destino. Pisei na própria merda. Na própria merda do meu próprio cachorro!

Segui meus últimos passos tomado por uma cautela e um nojo surreais! Tinha cuidado para não espalhar merda demais pelo resto, intocado, da sola do meu pé e ao mesmo tempo cuidando pra não pisar em outra. Era como um campo minado! Me senti numa guerra. Ou eles ou eu. Ou aquelas criaturinhas marrons e cumpridinhas ou as minhas imponentes solas reduzidas somente a imponente. Desviava de forma graciosa. Me esquivava enquanto mais delas surgiam no meu caminho e o cachorro puxava. Após passar por todo aquele campo minado e seus cocozinhos cheguei em casa. Me senti no Quebra-nozes ou no Lago dos Cisnes. Tive finalmente a oportunidade de lavar meu pesinho. Tomei uma ducha e tornei a me sentir inútil no sofá. Só que dessa vez tinha cerveja. Ah sim, uma cerveja...

Lá pelas oito horas me ligam me convidando para uma festa. Uma festa na casa do Pedro, um amigo antigo que sempre me convidava prumas festas sem nexo. Mas era festa, teria muita cerveja e pessoas pra se ignorar. Topo! Sabia que não deveria mas topei. Após alguma insistência dele! Tomara que seja. Boa Pedro, ou arrancarei sua espinha das suas costas ou seu rim mesmo!

Fui à casa de João. Chegando lá, alguns amigos da faculdade dele que dizem me conhecer me cumprimentam e já chegam com perguntas estúpidas sobre qualquer assunto banal. Finjo, da forma mais sincera o possível, responder as perguntas deles. Qualquer coisa sobre Freud ou Mozart e algumas revoluções. Digo que tudo isso é besteira e que a nova ordem mundial se foca somente na individualidade do ser. Pra mim o que sempre importou foi a terra, não como espaço geográfico, mas como planeta e unidade etc.

Haviam algumas pizzas sobre a mesa. Comecei a comê-las junto com bons goles de cerveja. Das minhas cervejas. Claro. Não as deixaria em casa, dentro da geladeira escura e má! Elas que viessem comigo! Elas tinham que vir!

Nunca fui muito fã de comida salvo em grandes festas em que houvesse feijoada ou caldeirada ou cozido ou qualquer outra “ada” que existisse. Sempre tinha a mesma filosofia: “Um copo de cerveja equivale a um pão francês.” Realmente. A cevada misturada com o lúpulo deveria conter tanto amido quanto um pão, por isso essas panças de chopp e cervejas que ostentam por aí esses meus conhecidos.

Algumas horas de “diversão” depois, me senti um tanto mal e com o estômago cheio! MERDA! Malditos vinte um pedaços. Não consegui sair do lugar. A não ser para ir ao banheiro vomitar! Aqueles merdinhas com suas pizzas, sabia que não deveria ter comido aquilo. A quilo. Fui embora assim mesmo.

Aquele dia, definitivamente, não seria o meu. Por que estaria sendo “castigado” daquele jeito. Talvez Deus estivesse puto por todos esses anos de descrença e tentação do demônio. Se Ele quisesse me castigar que descesse aqui e me cobrisse de porrada. Anda, estou esperando. Acho que fiquei ali, bêbado, enjoado e ainda vomitando por uns quinze minutos. Esse puto realmente não desceria. Covarde. Ficava só lá de cima me fodendo.

Continuei caminhando até que cheguei na esquina da mina rua e resolvi parar num bar. Encontrei o J. “Animal” Lima sentado com duas gatas. Mulheres lindas e de porre. Corpos esguios e serpenteantes com seus cabelos loiros até a cintura. Pareciam gêmeas. ERAM gêmeas! Lindas gêmeas!

Me espantei. O Animal nunca fora de conseguir mulheres assim. Não era tão bonito e não tinha uma boa fama. Estavam bêbadas. Talvez fosse por isso, aquele sacana! O Animal tinha esse nome por causa to tamanho do seu pênis. Não preciso mencionar o tamanho, né? Só sei que era enorme. Diziam as más línguas que beirava os trinta. Ah, o apelido. Era o seguinte, ele tinha tara por gemidos altos. Altos. BEM ALTOS! Quanto mais ele colocava numa fêmea ela gritava só que quando ela ia acostumando ele colocava mais a fim de fazê-la gritar ainda mais e mais e mais e mais! Às vezes machucava alguém, de verdade. Chegava a sangrar e as moças tinham que ir ao hospital mais próximo e o mais rápido que pudessem para que não morressem de hemorragia. Dava pra ouvir os gritos delas do quinto andar. Ele morava no prédio ao lado no segundo andar.

Enfim, encontrei o Animal, com duas lindas gêmeas, bêbadas, na esquina da minha casa. Pronto, estava formado o “quarteto fantástico”. Lá de dentro ele me chama – EI! Sente-se conosco e tome uns goles, só alguns poucos para não elevar a conta.

Mesmo com aquela dor de estômago terrível (nunca mais como de novo) aceitei o convite. Essas aqui são Cristina e Laura, são irmãs, ele disse. Foi um prazer coletivo. Mais meu do que delas. Sentei e conversamos sobre os assuntos que elas queriam falar. Eu não estava muito a fim de falar mesmo. Deixei a tagarelice para elas.

Falaram sobre a vida, sobre a faculdade e sobre assuntos chatos, esses assuntos de mulher, sabe?

Logo após fecharmos o bar convidei-os para uma social e divertida bebedeira de vinho na minha casa. Não sei por que aceitaram, estavam mais pra lá do que pra cá, todos os três e eu nem tinha me incluído nisso. Ao chegarmos no meu humilde buraco eles se sentaram no sofá e recomeçaram os assuntos chatos. Percebi uma mão “malandra” do animal sobrevoando as coxas de Linda. Ou seriam as de Laura? Enfim, ele estava acariciando as coxas de uma delas. Que confusão. Servi os três nuns copos de geléia e ficamos ali conversando horas sobre os mais variados assuntos. Sim, os mais variados. Estávamos na minha casa e agora quem mandava era eu. Estávamos sobre os meus domínios, sobre o meu teto!

Aproveitei a deixa do animal esgueirando ainda mais a mão na direção superior das coxas da moça e fiz o mesmo na outra. Não houve resistência. Apenas me sorriu. Tirei a mão, mais para testá-la, para ver até onde iria. Continuamos conversando. A cada olhada nos olhos que ela me dava e a cada copo seco eu aproveitava para acariciar aquelas coxas. Quadris, pés, mãos, braços e tudo que tinha direito, só pra ver até onde ela iria.

Após uns quinze minutos de bolinação incessante, o Animal já estava aos beijos com a outra, ela cedeu. Já devia estar louca de tesão ou louca de raiva, visto que eu num parava. Resolveu me dar uma chance. Se jogou no meu colo, como devia fazer com seu pai e começou a me beijar. O outro casal ao ver isso resolveu aumentar o seu ritmo e ficamos os quatro ali, disputando para ver que tinha o melhor repertório ou sei lá o que.

Aos beijos resolvi levar Laura pro meu quarto a fim de deixar os sofás livres para os dois. Ou seria a Linda? Qualquer uma que se fosse estava ali no meu quarto, sozinha, desprotegida e comigo. Tratei logo de deitá-la na minha cama e retornar para os beijos, depois as carícias, depois os abraços, amassos e tudo que vem a seguir.

Nossa como ela sabia como mexer aquilo, rebolava sem parar, para cima e para baixo com toda a virtuosidade.

Pisquei o olho e quando voltei estava com ela ao meu lado, dormindo, e eram dez horas da manhã, lembro-me de olhar o relógio e serem umas seis e pouco.

O sol brilhava alto já e pela janela entravam uns raios que iam exatamente ao corpo daquela mulher, como era magnífico. Todos os seus pêlos eram loiros, lindos e finos. Que beldade! Os passarinhos cantavam, o vento soprava as borboletas voavam e a mulher no segundo andar do prédio ao lado saia gritando no carro do Animal com ele dirigindo as pressas para o hospital mais próximo.

Era tudo muito belo.

26 de julho de 2008

o Que dizer

Cara, eu não sei argumentar..
sei q seria bem difícil um namoro entre nós dois dar certo.. mas nada na vida tem q ser fácil... vide a sua vida.. tá bem complicada.. tá qse um tricô de tanto nó.. e eu tentando mais um..
mas sabe. eu me sinto bem quando estou com vc... e vou continuar com aquele texto de que sua amizade pra mim vale muito mais do que sexo.. embora no seu caso não seja só sexo..
eu me sinto bem quando falo com vc .. e sinto a sua falta quando vc tá longe..... e me sinto mal quando vc não está satisfeita co'as minhas atitudes.. eu sei q erro, e pow.. vc tb sabe..
eu sei q falhei na tentativa de te ajudar, mas foi pq eu tava sendo tendencioso.. eu queria q vc ficasse o mais perto possivel.. e nenhuma avaliação tendenciosa é uma boa avaliação..
nesse momento..sabado, 26/07 logo apos desligar o telefone.. eu estou me sentindo triste.. pq acho q falhei como amigo
ESSE TEXTO TÁ MUITO EMOO.. mas tudo bem. to tentando usar palavras sinceras..fikei muito mal tendo mentido pra vc.. //
alias, nem sei pra que eu falei aquilo.. só me prejucaria. e meio q prejudicou.. meio pq eu acho q a decisão já estava tomada
cara, vc falo com a minha irmã... e eu achando q ela estaria meu favor.. mas como todo mundo sabe ela não vai muito com a minha cara..
cara.. sabe .. eu seriamente não consigo pensar muito qd estou falando com vc.. então eu falo coisas q eu sinto.. no dia da mentira.. eu tava puto com muita coisa.. ali eu pensei..'quer acabar, eu arranjo logo um motivo'.. mas me arrependi. e me arrependo .. toda vez q eu lembro..
tem coisas q eu só contei pra vc.. coisas q nem o Daniel sabia.. pq são coisas q só acontecem qd eu to com vc..
o fato é que eu aprecio muito a sua presença.. e sei lá..
acontece com nós dois eu acho: Qd paramos pra pensar, não temos muitos motivos pra nos gostar.. mas ainda assim nos gostamos.. é uma coisa diferente
e eu gosto de sentir isso com você
veja vc:(Ps, minha mãe diz q eu só escuto a parte q me interessa)
vc disse q não conseguiria ser fiel a mim por culpa //da distancia.. isso por um lado quer dizer q vc pretendia levar a serio.. q se fosse pra acontecer, tinha q ser feito direito..
vendo por alguns lados eu vejo q vc tem uma preocupação em não me magoar.. isso é legal..muito legal...
mas visto q pow vc não tinha ficado com ng até akele dia.. por falta de vontade, quem sabe não seria tão dificil.. com Panda e Etienne.. tá seria complicadinho:D
eu tb .. desde q vc chegou, na verdade um pouco antes. eu não tinha vontade de ficar com nenhuma outra
sabe.. eu sei da dificuldade. nunca tentei um namoro a distancia.. mas eu sei q com vc essa distancia não seria definitiva. teriamos algumas valvulas de escape...
seria bem mais facil arranjar pessoas em nossas cidades, fato, mas não é o que eu quero agora,, eu quero tentar com vc.. vc é a pessoa q vale a pena..

fiquei tão chateado q dessa vez nem fiz musica.. faz tempo q não faço musica

mesmo sendo dificil, acho q conseguiriamos sim dar certo..eu daria o maximo pra isso
só falta vc querer
eu ficaria bem feliz

23 de julho de 2008

Sopranino, por Juan Munhoz

Bate a minha hora. Deitado na minha cama, com a mente imersa nos pensamentos alheios admiro os flocos de poeira sobrevoando a minha face frente à luz. Minhas idéias recém surgidas são interrompidas por uns malditos e vagabundos cães à minha janela. Por que esses animais são assim? Acham-se os donos da noite. Embora todo esse “murmúrio” me distraia, ainda não é o suficiente para me fazer esquecê-la.

Aquela pequena e doce mulher, com o corpo feito pra mim e que não estaria aqui comigo. Ainda que eu a idealizasse no papel ela ainda continuaria lá fora, pronta para ser pega. Por que ela não me sai da cabeça? Talvez seja a falta de oportunidade. Após desconfortáveis e curtos trinta minutos de voltas pela cama, resolvo expandir meu território. Voltas e mais voltas pela casa.

Ligo o som para apaziguar minhas emoções. As dores agora com trilha sonora me remetem à minha “belle époque”. Tempo bom que num volta nunca mais! Eu e Cazuza choramos um pouco tentando te ganhar ou perder sem engano. E mesmo assim eu não te acho.

Não sei o porquê, mas de todas as mulheres que aqui se deitaram, essa foi a única que não chegou a fazê-lo. Talvez seja esse o encanto. Acho que pra mim ela não perdeu seu poder feérico. Para todo homem a mulher possui um encanto próprio que jamais poderá ser descoberto. Quanto mais difícil for esse acesso ao encanto, mais animalesca se torna, do homem, a vontade de possuir a fêmea. Embora ela nunca possa dar a ele, de uma só vez, todo o seu encanto, ele sempre a pedirá por mais e mais e mais uma parcela inefável do ser dela. Isso jamais poderá acontecer.

Toda a magia daquela fêmea se encontra por aí. Por que esse acesso tão conturbado? Nem um pequeno pedaço dela eu ganho? Acho que já se foi minha hora. Mais uma hora envolto em idéias, todas com um só foco.

Coloco o meu casaco e saio de casa com uma vontade forte pulsando no meu coração. Se não posso tê-la terei que esquecê-la.

O vento soprava nas paredes de neon. Caminhava, só e por si só, por aquelas ruas imundas; lugar mais maravilhoso. O cheiro de podre que escorre por todos os lados e me entope as narinas é proveniente das mais altas torres da cidade. Torres que abrigam o mais alto escalão de peças raras da sociedade. Os mais ricos, difamados e incestuosos animais de cobiça que não escarram diariamente sobre o chão. A família, deitada sobre um colchão velho, todos os três, agora aparentava o quinto sono, apesar dos estômagos vazios, não parecia se importar com a barulheira que eu fazia arrastando minhas mágoas por aqueles becos. Nas ruas não se pronunciava um só ruído. O único som que deturpava o céu era o de casais, janelas acima, em qualquer motel barato. Todos no mais possível silêncio.

Procurava em qualquer esquina um boteco para aliviar o peso. Após alguns infinitos minutos minha longa jornada errante parecia ter finalmente findado. O salão da glória, o altar dos moribundos, a casa do santo álcool finalmente brotava num buraco.

Todos naquele recinto me olhavam. Todos os dez aproximadamente. Sento-me numa cadeira colada ao canto e acendo meu cigarro. Sob a fumaça inebriante e densa relembro a imagem dela. Peço ao garçom que me traga uma cerveja. Das mais especiais.

Júlia, Roberta, Vera ou Ana há essa hora já não faziam mais sentido. Os nomes já não faziam mais sentido. Ah! Que se foda!

Abro o meu livro, meu único companheiro em infindável jornada. Escolho o poema mais apropriado e repito de forma teatral e lúdica para mim mesmo.

“Amores brutos, loucos e safados

Todos eles sem o mínimo de pudor

Se resguardando para a vergonha do próximo

Sem um pingo de dignidade

Despem-se a luz da lua

Com lua, sem lua, com luz ou sem luz

Encaram-se como feras

O sexo do companheiro já não importa a essa hora

Fria que aos poucos esquenta, e muito

O suor escorre pelo peito após os primeiros solavancos

Os movimentos exigem o máximo da máxima máquina perfeita

O amor já não importa a essa hora

Era só mesmo satisfação carnal

Das mais sujas o possível

Quem ousar dizer

Que em vida nunca teve um sonho depravado

É com certeza o maior otário que eu conheço”


O garçom traz o precioso líquido dourado. Delicio-me com o primeiro gole da noite. Entre parágrafos e vírgulas observo sobre o livro, esbelta e similar morena, de olhos verdes e ancas fartas. A cópia dela. Meu desejo por aqueles quadris aumenta na proporção que meu copo diminui. Observo em seu olhar aspecto dócil e pueril junto a aliança em sua mão direita. Mais parágrafos e mais vírgulas. Garçom, mais uma, por favor?

Pego um cigarro. No cinzeiro já não se diferenciava mais cinza ou outras bitucas, todas elas provavelmente feitas por mim nessa ânsia fenomenal. Acendo o cigarro enquanto ele traz a bebida. Rapaz simples e simpático. Talvez jovem demais para o cargo e horário. Deve ser um estudante compenetrado, alguém decidido na vida, um pouco diferente de mim. Isso mesmo, vai lá meu rapaz, vença na vida antes que ela vença em você.

Pego outro cigarro. Há essa hora já se vão como salgadinhos ou tremoços. Agarro meu copo como a um filho. Acendo meu tremoço e curto minha tragada. Será que tudo não poderia ser simples como respirar ou tragar um cigarro? Outra tragada.

Desde que desisti ainda não pronunciei uma palavra útil e sã. Fico estático, absorto nos meus pensamentos. Quanto mais eu penso mais rápido eles somem e se penso devagar eles não se formam como deveriam. Quantos pensamentos e quão rápido eles vão embora? Todos com um só foco. Preciso de algo para acalmar meus nervos. Talvez um bom gole de álcool o faça. Acho que a cerveja já não faz mais efeito. Resolvo pedir um copo da melhor aguardente da casa.

De minuto em minuto, tragada após tragada, as vírgulas seguidas de parágrafos são distorcidas pelo etanol no meu organismo. Doce confusão. Leves tonturas são substituídas por fortes e lancinantes baques de amnésia e imagens mal formadas. Não posso mais parar, é mais forte que eu!

Gole após gole sua imagem se forma nos mais distintos objetos abjetos. Todos eles dejetos. Dejetos da minha cabeça, aturando merdas para todos os lados.

De repente ouço como se o telefone tocasse. O barulho dos carros me desperta desse embriagante pesadelo. Poderia muito bem ligar pra ela, mas isso não seria justo. Não, isso não seria. Não seria justo. Não seria justo fazê-lo, seria muito fácil. Desde menino aprendi a gostar das coisas difíceis. Já dizia meu pai: “No pain, no gain”. A graça das coisas está na forma como você luta para consegui-las. Sem o menor esforço para sair do casulo, a borboleta não aprende a verdadeira força da vida. Essa borboleta que não se esforçou para sair do casulo será uma borboleta fraca e irrelevante frente à natureza.

Mais uma garrafa e outra.

Lá pela página 145 não me seguro. Pego o livro, deixo uns trocados sobre a mesa, o suficiente para pagar os estudos do garçom. Sigo em direção àquela criança e lhe dou o beijo mais exacerbado que já dera em minha vida. Notei que não houve muita resistência. Como pudera? Eu um homem, da minha idade, não tão abençoado pelo dom da beleza conseguir algo com uma mulher daquela? Devemos ter algo em comum, deve ser o álcool.

Com a maior cara de pau viro as costas e saio andando em direção à rua fria e deixo aquela beldade para trás, como um sonho.

Será que tinha feito o que devia? Com certeza! Todos tem o direito a felicidade. Tanto eu quanto ela, não que ela precisasse da minha.

Caminho em direção à minha casa. Meu intrépido destino se aproxima mais e mais. A cada passo torto um cigarro é aceso para me fazer companhia em meio aos ratos. Virando um beco, parando pra vomitar, lá vem ela em minha direção. Lá vem ela em minha direção? Como é possível isso? Depois do que fizera? O que ela poderia querer com um bêbado, moribundo e falido como eu? Ela me cumprimenta com um sorriso, se aproxima para um beijo e desaparece com a mais fina névoa. Sabia, era a minha desilusão brincando de Hollywood comigo. Parece que ainda não será dessa vez que terei o que almejo.

Agora era pessoal, iria pra casa custe o que custasse. Limpo a minha boca com um gole de uísque que guardava no bolso do casaco. Alternando os passos, um atrás do outro, com todo o cuidado do mundo para não cair no chão como um saco de merda eu caminho pela cidade. Malditas torres.

De repente, surgidos das sombras, três pivetes magrelos com suas tênias revoltadas, munidos de poderosos cacos de vidro, e que cacos, se aproximam. “Só a carteira, velho.” Mas que audácia! Logo eu que não possuía nada além do uísque. Como se eu houvesse algo a ser socializado.

Luto bravamente, no meu maior esforço, com os três. O meu esforço bêbado não parecia ser o suficiente para derrotar três crianças. Após alguns talhos profundos nos braços e nas pernas me situo da minha insignificância perante os três. Deixo com eles minha carteira e deito-me no chão esperando que sangrasse até morrer. Tomara que não leve muito tempo, pois os ferimentos estão doendo demais!

Aproveitando aquele momento de paz na rua longe dos holofotes dos postes, paro pra pensar no que fizera até agora. Não se arrependia de nada que fizera ou deixara de fazer. Tinha sido tudo tão perfeito até agora. Nesses 27 anos de vida nada o ocorrera ao acaso. Lembrava de todas, todas aquelas com quem se deitara. Lembrava dos gritos das mais apertadas e das sacanagens com as mais largas. Todas elas. Negras, brancas, morenas, loiras e ruivas, de quase todas as raças, etnias e cores. Só se arrependera de nunca ter conseguido trepar com uma oriental. Lembrava que seu pai dizia o mesmo e ainda mais, dizia que a boceta delas era na horizontal, diferente das mulheres ocidentais. Isso com certeza pra qualquer homem era algo novo e o novo sempre é excitante.

Na verdade para ele todas as mulheres eram excitantes. Bastava ter boceta. Isso mesmo. Todas as mulheres sabiam o que deviam fazer para enlouquecer um homem. Todas elas tinham o seu quê de especial. Todas elas eram amantes profissionais.

Embora doesse bastante, não sentia tanta dor assim. Será que a morte doía tudo isso mesmo que as pessoas imaginavam ou era o medo da morte que a fazia doer? O medo de deixar esse mundo e partir pra uma nova essência. Todos nós tememos o que é desconhecido e tememos ainda mais quando nos é superior e quando não podemos controlá-lo.

Nunca tinha passado um momento tão agradável desde o útero. Toda aquela sensação de paz que vinha de todos os lados. Todos aqueles animais a sua volta que esperavam pela sua morte. Todos aqueles animais que se aproximavam ao sentir o cheiro do seu sangue.

Batia a sua hora. Sentia o frio da morte. Quando começara a enxergar a luz ela apareceu. Aquele fantasma de névoa novamente? Ainda me persegue? Era ela. A bela do bar. Linda. Mais que bela e vindo na minha direção, preocupada. Dessa vez não era mais Spielberg ou George Lucas que comandavam. Era real. Nessa instância parecia ser ainda mais bela do que no bar. Dizia que nunca fora beijada daquele jeito e que sentia algo por mim que nunca sentira antes.

Rasgou uns trapos do seu vestido e me fez umas ataduras. Delicadas as suas mãos. Talvez fosse enfermeira, professora ou apenas uma mulher delicada e cuidadosa. Ela me faz os curativos e eu na espreita que nada dê certo. Só conseguia admirar aquela real beleza. Como pudera ser tão linda? Deus meu!

Com o corpo ainda em feridas agarro-a e ali mesmo travamos nossa batalha. Novamente não percebo nenhum esforço dela em resistência às minhas investidas. Seus seios em minhas mãos e seu cabelo eram perfeitos. Aquele perfume que só as mulheres tem. Mas só as mais belas. Impregnava o ar pútrido ao nosso redor. Os animais que agora se aproximavam eram apenas para apreciar o espetáculo recém iniciado.

Levanto o seu vestido e descubro o que procurava. Ela logo se põe sobre o meu colo e nos tornamos animais. Ah sim, o calor, o suor em seus seios e em sua testa. Isso sim era um sonho depravado. Nós em meio a podridão, trepando sob a luz da lua num beco qualquer. Que romântico!

Após duas ou três gozadas seguidas acalmo a minha fera.

Tomo a minha mais brilhante decisão. Satisfeito, entrego o meu acervo desilustrado na página 145 à ela e digo que faça bom proveito e que diga às amigas que fora um homem rico e poderoso com um carro esporte que a dera num quarto de um motel luxuoso alguns andares acima.

Levanto-me ainda cambaleante e caminho em direção à escuridão e peço para que ela não me siga. Logo eu? O Baluarte do meu tempo e meus amigos, fazendo tantos rodeios? Sumia em meio a tudo e todos. O sol já começava a surgir no horizonte, por detrás das torres fortificadas. Malditos não escarradores. Se acham o máximo sobre as nossas cabeças. Que tudo isso finde logo. Que tudo isso rua da forma mais dolorosa e penosa para eles. Quem eles achavam que eram para roubarem-me o prazer de meu último nascer do sol? Babacas. Adeus!

Não tinha mais vontade de falar ou murmurar, tampouco de voltar. Parece que a família ganhara mais um membro. Ou não...

Algo pessoal, de uma amiga minha

Texto poetico e depressivo..:::::::

negação é o que você sempre faz.
sempre há uma desculpa para tudo, todas essas coisas que acontecem, sem você nem perceber
te odeio
como que alguém como você ainda está viva?
te digo
o que é a verdade
pense
pense
o que você está fazendo?
mais um?
mais quantos serão precisos até você perceber
que nada está certo
que as coisas não estão nos lugares certos
você não queria ser livre para sempre?
você não dizia que respeito é a única coisa que você pode dar para as outras pessoas?
com o respeito viriam as concepções de solidariedade, de aceitação
mas, você não aceita nem a si mesma, como poderia aceitar ao próximo.
?
me diz.
me diz o que você quer dizer há muito tempo
o que você guarda para si, como algo inexistente
algo que vai além do que você imagina, mas eu sei que há aquilo que você finge saber o que é
a esperança.
você diz viver cada dia de uma vez, mas você não deixa o passado fugir. não o deixa em paz, diz querer mudar, mas não muda, diz saber o que fazer, até tem a ousadia de dizer aos outros o que fazer, egocêntrica, pura ironia de sua parte, não acha não?
você, você sempre quis ser única, alguém feliz, sem preocupações, mas como você conseguirá isso?
se isolando? é o que você faz de melhor. não, espera, nem isso você consegue, não é? não consegue deixar nada passar, quem sabe um dia você aprenda, cresça. o passado é uma merda, lembra? você já sofreu, estraga um presente por ele e talvez transforme esse presente em VOCÊ.
se lembra?
às vezes é preciso um pouco mais do que um caderno, um lápis, pensamentos, queimaduras, frio, álcool, água, remédios e organização.
você nunca teve organização. nunca.
principalmente agora, olha que texto mais cretino você fez.
está perdendo o controle.
que controle?
ah, você nunca teve o controle.
NUNCA.
nem daquilo que você imaginou ser seu, só seu, lembra?
sua opinião, seus desenhos, suas poesias, suas histórias, suas músicas, SEUS SONHOS, onde estão eles? perdeu aquilo que era mais importante pra você, não é?
agora está desesperada, desesperada, não
nao é isso o que você quer. não é isso
você não sabe o que você quer,como pode dizer que não é isso?
hoje mesmo você disse que ser único não é opcional, ser diferente, nem que seja um pouquinho, não é opcional, você não tem certas escolhas, você tem apenas pseudo-escolhas.
está doente?
te deixarei mais doente, porque você é fraca.
para e pensa e no que você está fazendo.
nem tudo é como você pensa que é.
há várias coisas que podem seguir o próprio rumo sem você, mas com o tempo elas ficarão viciadas. assim como você
livre para fugir, porém viciada e dependente
o que mais te irrita?
o fato de não saber o que fazer ou o fato de não querer saber o que fazer?
mas eu, eu nunca pensei que eu perderia alguém como você
mas vejo que é hora de fazer você ir sozinha.
se perder sozinha, de novo.
sempre esteve sozinha, cercada do que sempre quis, mas sozinha.
ninguém te entende porque você não sabe se expressar, não sabe o que quer, não sabe e nunca saberá se continuar desse jeito.
sabe quando você olha pro nada e perde o foco?
sou eu, eu faço isso
sabe, o horizonte é inexplicável.
o sol. você gosta do sol. eu gosto do sol, não você
você gosta das estrelas, mas nunca as olha. nunca entende o que elas dizem
ignora-as como tudo o que você não quer entender.
não olha no rosto das pessoas.
percebe o que elas são, o que elas pensam sobre você?
como que você se perde tão facilmente nos seus pensamentos?
sou eu que faço isso com você?